sexta-feira, 16 de julho de 2010

CANINHA: Motorista embriagado deixa blocos caídos na MG-111

Um motorista embriagado dirigindo uma carreta deixou dois blocos de granito na pista da MG-111, entre Santana do Manhuaçu e o acesso de Simonésia. As duas pedras enormes pesam várias toneladas e foram caindo pelo caminho. Ele não sinalizou os locais, foi embora e acabou flagrado no bafômetro pela Polícia Militar Rodoviária.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, os dois blocos de granito se desprenderam da carreta e caíram na rodovia. “O que chama a atenção é que o primeiro bloco caiu no km 58 e o outro no km 65. Ele não parou, isolou e sinalizou o local em nenhum dos dois fatos”, conta o Cabo Amaral.

Os blocos caíram na noite de quinta-feira e ficaram na estrada, que não tem acostamento, até que motoristas acionaram a Polícia Rodoviária. Moradores fizeram uma sinalização improvisada e depois a polícia colocou indicações para evitar acidentes. “Felizmente não houve vítimas, mas realmente poderia ser de uma gravidade maior”, reconhece o Cabo Amaral. Um dos blocos ficou obstruindo parte da pista durante toda a noite.

O carreteiro foi localizado no posto Picada na MG-111 e, ao ser feito o teste com etilômetro, foi confirmado que estava embriagado ao volante.

Na sexta-feira, durante a tarde, com o acionamento da empresa responsável, houve a interdição da rodovia e a retirada dos blocos. O motorista foi preso em flagrante. Ele recebeu multa por dirigir sobre influência de álcool e as demais providencias serão adotadas pela delegacia de polícia.

Divino Augusto - portalcaparao@gmail.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Campanha de Vacinação Antirrábica é intensificada Simonésia

Está sendo realizada a campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos que devem receber a dose a partir dos três meses de idade. A doença é grave e mata. Em Simonésia, a vacinação começou a ser realizada nesta segunda feira 12, pela área rural do município. O número de animais a ser vacinado é grande chegando a mais de 5.000 e para o sucesso é fundamental a colaboração dos proprietários dos animais que devem deixá-los presos para facilitar a campanha.

A Raiva

A Raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que pode ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose. É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais. Em alguns países desenvolvidos, a raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres. No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas, devendo haver um melhor desempenho nas atividades de controle da raiva animal. Daí a preocupação do município de Simonésia em desenvolver bem sua campanha de vacinação contra a doença.

Transmissão

A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordedura. É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão da doença.

Os principais sinais clínicos da raiva são: mudança de hábitos e/ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia. Mas nem todo cão ou gato que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando. Animais intoxicados por alguns tipos de venenos (inseticidas, etc.) ou muito estressados também podem salivar abundantemente, mas sem qualquer relação com a raiva. Da mesma forma, nem todo animal agressivo possui a raiva. Na maioria das vezes, a agressividade pode ser um problema apenas comportamental. Os sinais clínicos nos humanos são bem parecidos com os que ocorrem em animais.

A Raiva mata

A Raiva é uma doença incurável, portanto, deve haver um controle rigoroso da vacinação dos animais domésticos e do campo. A vacina é a única maneira de controlar a doença. Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato de rua), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias. Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos, pois a doença ainda é fatal em 100% dos casos confirmados da doença no homem.

Cuidados importantes

Em caso de acidentes por mordedura ou arranhadura de cães e gatos os procedimentos imediatos devem ser: Lavar o ferimento com água e sabão e procurar orientação médica; identificar o animal agressor e seu proprietário; observar o animal por 10 dias; caso desapareça, adoeça ou morra, procurar imediatamente orientação com o setor de zoonoses. Em Simonésia, o atendimento acontece na Diretoria de Vigilância em Saúde, à Rua Cel. Ardelino de Carvalho, centro. As informações são obtidas com Fernando Bento, responsável pelo setor da vigilancia em Saúde e setor de epdemiologia.


Divino Augusto - divinoradio@hotmail.com

terça-feira, 13 de julho de 2010

O motociclista Gustavo Terra Baia, 20 anos, ficou ferido depois de uma colisão no km 1,6 da estrada que dá acesso a cidade de Simonésia, na tarde de sexta-feira, 02.

José Moreira, 53, dirigia uma Parati, GKM 4663/Ipatinga, quando encontrou com Gustavo numa motocicleta. O motorista disse que o rapaz da moto estava fazendo uma ultrapassagem e que não teve condições de evitar a colisão.

Gustavo foi socorrido para Simonésia e posteriormente para o SUS de Manhuaçu. A moto foi removida por encontrar-se com documentação em atraso e ainda porque o rapaz não tem habilitação para pilotar motocicleta. Foram aplicadas as multas correspondentes.

Divino Augusto - Rádio Cidade Simonésia - portalcaparao@gmail.com

Homem passa cinco dias de humilhação na cadeia

Dione Jovita Alves ficou cinco dias preso, passou momentos difíceis atrás das grades, foi transferido para duas cadeias diferentes com pés e mãos algemados como se fosse um perigoso homicida. A história terminou na quarta-feira depois que os advogados conseguiram que a Justiça determinasse sua soltura. Ele estava preso no lugar do irmão, Joni Jovita Alves.

Fora da cadeia, o trauma continua. Dione contou essa semana que foram os cinco piores dias de sua vida. “Foi muito ruim ficar preso por algo que não fiz. Dormi embaixo de um vaso sanitário com os outros presos urinando em cima de mim. Uma torneira em cima da minha cabeça. Um monte de pessoas estranhas, alguns realmente perigosos, mas eu não tinha que estar ali. Eu sou do Rio de Janeiro e alguns policiais pensam que todos os cariocas são bandidos. Eu fiquei preso como se fosse um criminoso muito perigoso”.

Sem ver a família e sem alguém com quem contasse, Dione teve que esperar cinco dias preso. Ele mora em Palmeiras (distrito de Manhuaçu), viajou no sábado, 19, para o Espírito Santo. No posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ibatiba, foi parado numa fiscalização de rotina. A surpresa veio quando os policiais puxaram a ficha dele: havia um mandado de prisão desde 1999. Por causa da confusão de nomes, foi preso acusado de um homicídio em 1997, cometido por seu irmão, que não tem notícias há dez anos.

No domingo, familiares procuraram os advogados Geraldo Terra Filho e Iara Carvalho Terra, em Simonésia. Eles iniciaram os argumentos para tirar o homem da cadeia e conseguiram na tarde de quarta-feira, dia 23. O Juiz de Ipanema, Dr. Luiz Eduardo de Oliveira de Faria, diante das informações e percebendo o erro, decidiu colocar em liberdade Dione Jovita Alves.

“A PRF fez cumprir o que estava escrito: a determinação da Justiça. O que ocorre é que esse mandado era para o Joni, que é irmão do Dione. Estavam os dados, data de nascimento e tudo do Dione”, conta Geraldo Terra Filho.

TRANSFERÊNCIA HUMILHANTE

Além da cadeia, a transferência foi ainda mais humilhante. O advogado diz que o mais absurdo foi o tratamento dado a ele, mesmo quando tudo já estava esclarecido: “Ele foi primeiro para Venda Nova do Imigrante, depois para a cadeia de Iúna e por fim para Ipanema. Ele fez turismo nos carros da polícia. Tudo isso indevidamente. O que mais me surpreende é a forma como a polícia do Espírito Santo agiu, mesmo já sabendo que ele estava preso por causa de um erro. Agiram de forma inconseqüente e o trouxeram para Ipanema com escolta e tudo mais, parecendo um verdadeiro criminoso. Isso sim é bárbaro e inaceitável”.

O advogado conversou com pessoas que viram a chegada e acompanharam o tratamento que teve. Segundo ele, somente em Ipanema é que foi dada uma atenção ao caso: “O delegado e os policiais agiram dentro da lei em Ipanema e trataram o rapaz com dignidade. Desempenhamos um trabalho desde domingo em prol disso para poder colocar o Dione na rua. Ele não poderia ficar pagando por um crime que não cometeu. Na quarta-feira, ele foi para casa e reencontrou sua família”.

Dione diz que estava se sentindo como um lixo: “Nem um animal é tratado do jeito que fizeram comigo. Me humilharam muito na hora da prisão. Eu passei muita vergonha. Fui para Venda Nova e o delegado já chegou perguntando: ‘qual é a desse bandido aí?’. Eu não me senti bem com isso não. Na transferência, me trataram como um porco. Algemaram meus pés e mãos e me colocaram na traseira do carro. Na estrada, vinha batendo todo amarrado”.

Agora livre, Dione diz que está feliz em rever a família e que tinha medo do que poderia acontecer. “Estava longe da família e eles não tinham nem como saber o que estava acontecendo. Vou ingressar com uma ação na Justiça contra o Estado”, avisa.

O Delegado de Ipanema Nilson Belmiro admitiu que a situação do preso é constrangedora, mas não opinou sobre a responsabilidade do que houve. “A pessoa ser presa inocentemente, mesmo que seja por alguns minutos, é uma situação que não podemos tolerar. O erro é difícil de atribuir. Pode ter sido no cadastramento do mandado de prisão e isso pode ter acontecido há muito tempo, já que tem mais de dez anos desse mandado. Entretanto, é difícil falar o que houve”, afirmou.

Divino Augusto / Carlos Henrique Cruz - portalcaparao@gmail.com

Casa é destruída em incêndio em Simonésia


Instalações elétricas precárias podem ter causado o incêndio na casa de Paulo Sérgio, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Simonésia. As chamas foram controladas pelos vizinhos, mas móveis, roupas, alimentos e estrutura ficaram destruídos.

Segundo o Cabo Zinis, as instalações elétricas eram muito precárias. “Como as pessoas comentaram aqui, era uma gambiarra. Isso pode ter causado o incêndio, mas somente a perícia pode ser conclusiva. Não descartamos qualquer hipótese, mas no momento do incêndio não havia moradores na casa”, afirmou.

Paulo Sérgio estava trabalhando e o filho também tinha saído. Os vizinhos viram a fumaça e as chamas, arrombaram a porta e conseguiram controlar o fogo.

A pequena casa tem três cômodos. Como há muita madeira velha, roupas e outros materiais, o fogo se espalhou rapidamente. “O colchão, roupas, aparelhos de som, DVD e TV foram muito danificados. Ainda bem que não houve feridos”, conta o militar.

O policial explicou ainda que a ajuda dos moradores das proximidades foi muito importante. “Isso foi essencial para evitar que o fogo se alastrasse. A casa foi muito danificada e infelizmente teve a estrutura comprometida, mas temos que agradecer a Deus que ninguém se feriu”, ressalta.

Foi o segundo episódio no bairro nos últimos meses. Segundo a polícia, foram situações muito diferentes, mas que podem acontecer. “Sempre recomendamos cuidados com mangueiras de botijões de gás, rede elétrica, velas e até outros materiais que podem iniciar um incêndio”, orientou.

Apesar da solidariedade de vizinhos, Paulo Sérgio não sabia como recomeçar agora. Perdeu tudo o que tinha em casa.

Divino Augusto - portalcaparao@gmail.com